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A flor que eclodiu

Um dia, sentados no banco do parque, ela me disse que queria ser livre. Fiquei atônito olhando-a. E, por alguns minutos, calei-me. Eu não tinha palavras ou reação naquele momento, pois não sabia nem ao menos que minha amiga se sentia ou vivia "sem liberdade".
[Aliás, 'sentia' seria mais adequado, pois sentir é viver e só se sente vivendo.]
Retomei o ar, fitei-a e disse:
- Querida, o que é ser livre e por que estavas presa?
- Para mim, ser livre é acordar e poder escolher desde o que vou comer no café-da-manhã ao que vou fazer no ano-novo. É a cada dia sentir que as minhas escolhas são somente minhas e que não as fiz pensando em ninguém mais além de mim, coisa que fiz durante anos.
- E isto não é egoísmo?
- Claro que não. Eu preciso buscar a minha felicidade... querer ser feliz é, por acaso, egoísta demais?!
- Não, minha querida. Eu só quero ver você feliz e com tanta convicção afirmando isso... o que mais eu posso querer a não ser a sua felicidade?! Nada.
- Posso receber um abraço de confiança?
- Claro que sim.
Se abraçaram.
- Você sabe o quanto seu apoio é importante para mim e o seu abraço traduz isso.
- Minha flor!

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