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Acredite, eu vi!

Ela sorria.
De longe percebia que certamente era aquele o mancebo com quem ela sonhara a vida toda, aliás, a infância toda e agora era uma adolescente com os mesmos sonhos.
A estrada que desde então percorrera era tomada por curvas e nunca fora fácil reduzir a velocidade para completar as mesmas, mas com bastante agilidade e cálculo eram superáveis. O mais importante: elas eram superáveis! E fique boquiaberto, a verdade é que a partir do momento que ela o viu essas curvas desapareceram.
Voltemos ao moço.
Quando olhava para os olhos daquele jovem era como se nada no mundo lhe faltasse. E o seu beijo? Aaaaah... o seu beijo era o tranquilizante feroz para os momentos de aflição, a arma poderosa do bem, o socorro de Afrodite. O moço a abraçava em estilo "Titanic" como se possuísse as garras de uma águia, ou talvez como um menino que tem um carrinho com controle remoto e o segura bem forte para não perdê-lo. Preciso lembrar aqui que quando realmente se tem carinho por alguém não se deve tentar prendê-lo e sim cativá-lo. Seu cheiro era capaz de acalmar qualquer estado de nervosismo e junto com a brisa ficava no ar deixando a ilusão de sempre sentí-lo, mesmo quando o mancebo não estava próximo.
A adolescente exalava esse entusiasmo...

Mas é claro que essa história eu vi em um filme de sessão da tarde.
E para aproveitar, é claro, vou dar o meu pitaco.
As curvas da vida são as dificuldades e elas são sempre superáveis. É preciso viver para alcançar o pleno de tudo, o melhor de tudo e todos. É preciso, em muitos momentos, encontrar força, coragem e inspiração quando tudo parece impossível.
Até mesmo um simples filme de sessão da tarde pode trazer lembranças, motivação e inspiração se for bem analisado.

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