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A moça da varanda

Rio Buranhém ao entardecer. Arquivo pessoal.
Sandália rasteira vermelha, short curto jeans azul, regata amarela, corrente de prata no pescoço, cabelos ondulados e ao vento, era assim que Lia estava naquele dia meditando sobre o tudo e o nada.
Era quase noite e sentada na mureta da varanda com os pés no alto sentiu um toque no ombro. No mesmo instante um arrepio percorreu todo seu corpo da nuca aos pés e sua imaginação já projetava quem poderia ser dono de um beijo tão estonteante e perturbador como aquele.
Aquela moça sempre sonhara com um mancebo montado em um cavalo branco para lhe amar e continuar sua espécie, porém suas amigas de escola sempre diziam que Lia era sonhadora demais e antiga para seu tempo. Portanto, a menina sentia que um dia este rapaz iria se fazer real e todo seu conto de fadas se realizaria e sem querer pedir demais ela torcia para que esse beijo fosse do seu mancebo tão esperado.
Fantasias de adolescente não tem limite e Lia se encaixava neste quadro, o que ela pensou ser um beijo era apenas o vento que a acariciava e lhe trazia inspiração para viver e idéias para o narrador desta história.

3 comentários:

  1. Pois eu gostaria muito de conhecer Lia.
    Só não sei montar em cavalos.
    Mas acho que não fará muita diferença.
    Eu sei me transformar em vento.
    Tio Feio

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  2. Palavras são palavras,o vento leva.Mas o amor esse sim ,se sente no coração.Bjs Zu

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