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Quando acaba


Todo ser humano sente dificuldades em lhe dar com uma situação inesperada como o fim de um relacionamento, por exemplo. Entretanto é preciso encarar o fato e o ato, a realidade de frente. E respeitar a opinião e a decisão do outro. É preciso lembrar que somos ou pelo menos nos consideramos racionais, será? Me pergunto isso todos os dias. Será que somos racionais quando levantamos as mãos ou a voz para outro alguém? Será que somos racionais ao julgar ou criticar algo que nem sequer conhecemos? Será que estamos sendo racionais ao querer que a pessoa amada seja só nossa e de mais ninguém? Será que somos racionais a ponto de sermos capazes de querer impedir a felicidade do outro?
Acredito que não.
Estamos sofrendo transformações com o decorrer do tempo e muitas vezes não estamos preparados para tal, não sabemos como reagir ou não queremos aceitar os fatos.
Hoje li uma crônica de Arnaldo Jabor e me senti muito à vontade ao lê-la, sinto que preciso postá-la para que outras pessoas leiam. Tenho a intimidade de chamá-lo de Arnaldo e com a mesma faço um enorme elogio ao seu maravilhoso dom, ele escreve o que muitos gostariam de escrever e não escrevem por falta de coragem, de inspiração, de dom ou até mesmo por falta de oportunidade.
A crônica está logo abaixo.
Abraço, Miriã Lira


Quando acaba
Arnaldo Jabor

Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa: - Ah, terminei o namoro... - Nossa, estavam juntos há tanto tempo... - Cinco anos... Que pena... Acabou... - É... Não deu certo... Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa... Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível. Tudo junto, não vamos encontrar. Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante... E se o beijo bate... Se joga... Se não bate... Mais um Martini, por favor... E vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... Ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você. E vice versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar... Ou se apaixonar... Ou se culpar...

2 comentários:

  1. Cuando uno se enamora no hay algo más preciado y valorado que esa persona amada...pero sucede que el amor es un concepto tan complejo que por más que trate de definirse nunca se llegará a evocar su totalidad. Me parece que cuando el amor acaba, algo muere, pero a su vez renace, tal vez entonces nos damos cuenta que amar no fue en vano.

    Un abrazo desde México.

    p.d-las imagenes de "ese cuento cotidiano" no son de mi autoría, pondré el nombre de su autor con un link a su página en cuanto tenga oportunidad.

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  2. hummm muito bom mesmo a cronicado Arnaldo Jabor vo seguir o conselho dele, vo "arranjar uma planta entao" rsrs
    muito bom
    te adoro

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